sábado, 7 de março de 2015

Entendendo a taxa SELIC



Como era de se esperar pelos especuladores financeiros e economistas, o "COPOM ( Comitê de política monetária) do Banco Central elevou os juros básicos da economia em 0,50 ponto percentual, subindo de 12,25% para 12,75%."

Embora a taxa básica ajude no controle da inflação, sua elevação também pode prejudicar o reaquecimento da economia, pois o crédito fica mais oneroso. De acordo com o boletim Focus desta semana," o mercado financeiro prevê, para 2015, PIB com retração de 0,58% e Selic em 13% ao ano."

Mas afinal, qual é a importância da taxa SELIC para a economia?

A grosso modo, a taxa SELIC (sistema especial de liquidação e custódia) , como foi dito acima, serve como base para o governo controlar a economia e a inflação do país. Quando o governo quer aquecer a economia e incentivar o consumo, a taxa é diminuída, assim os bancos terão uma taxa melhor para realizar seus empréstimos à população, incentivando o consumo. Porém, quando o consumo começa a ficar em grande escala, ocorre um sério problema: a inflação. Os preços tendem a subir devido a grande demanda da população e, como consequência, o governo deve tomar medidas para frear o aumento dos preços. Para isso, ele aumenta a taxa SELIC, fazendo com que o crédito oferecido pelos bancos fique mais caro e, com isso, haverá menos dinheiro circulando entre a população. Com menos dinheiro no mercado, as pessoas tendem a gastar menos e, com isso, cai a demanda, caindo também os preços e, assim, a inflação sendo controlada.

Por que o administrador deve estar atento às variações da taxa SELIC?

Toda empresa, em determinado período de seu desenvolvimento tende a fortalecer seu ativo imobilizado, ou até mesmo seu capital de giro, objetivando futuro crescimento e, muitas vezes, para isso é necessário realizar empréstimos para financiar tais "investimentos". O administrador que estiver por dentro da flutuação da SELIC conseguirá estimar qual será a melhor época para esses seus investimentos, perdendo o menor valor possível em juros e, assim, obtendo um lucro maior. Um investimento na época errada, ou seja, em uma época que a taxa trará um desacordo em seu fluxo de caixa, pode acarretar um retorno mais demorado de sua aplicação, prejudicando o desenvolvimento da empresa.

Já para o administrador que está com sobras de caixa, a taxa pode fazer ele deixar de ganhar mais rendimentos. Como assim? A variação da taxa é importantíssima para saber qual aplicação financeira poderá te render mais. Por exemplo, com a taxa SELIC acima de 8,50%, a caderneta de poupança deixa de ser atrativa, pois ela renderá apenas 0,50% + TR ao mês. Quando a taxa de juros é menor que 8,50%, depósitos feito na caderneta de poupança a partir de 04 de maio de 2012 rendem 70% da SELIC acrescido da TR. Investimentos em rendas fixas, como fundos DI, CDB´s e LCI podem ser muito mais vantajosos em épocas de instabilidades como esta (analisaremos estes tipos de investimento em outra ocasião).

Sendo assim, o administrador deve analisar o contexto econômico a sua volta para não correr riscos de investimentos, devendo sempre analisar e fazer simulações financeiras para ver em qual perfil econômico sua empresa se encaixa melhor, para assim conseguir uma boa alavancagem no mercado competitivo.

   

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