Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), governança corporativa é um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os acionistas e os cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. Além disso, a governança possui 8 princípios: Participação; Estado de Direito; transparência; responsabilidade; orientação por consenso; igualdade e inclusividade; efetividade e eficiência e prestação de contas (accountability).
Em sua essência, a governança corporativa tem como objetivo assegurar a confiabilidade em uma determinada empresa para seus investidores, através da correta contabilização dos fatos e tributos; de um ciclo de participação coerente; da descentralização do poder, não deixando o conselho envelhecer, ou seja, reciclagem de ideias; tratamento justo e igual, incluindo pessoas de diversas culturas, religiões e etnias; possuir uma eficácia dos processos, atrelados à eficiência dos mesmos; etc.
Sendo assim, para uma boa consecução dos objetivos listados acima, algumas condições são fundamentais, onde todas elas estão intimamente ligadas com a mudança organizacional. Dentre elas podemos citar, como primordial e único diferencial,o recurso humano, ou seja, trata-se de ajustar essa ferramenta para que toda a organização seja beneficiada e passe a trabalhar com corporativismo.
Desmembrando o recurso humano em prol da governança corporativa, temos como condições fundamentais para o exercício da mesma:
- Liderança , privilegiando as competências gerenciais e humanas sob as competências técnicas e racionais;
- Avaliação de desempenho com o objetivo de renovação de ideias, procurando novos gestores como forma de reciclagem dos resultados com relação à contingências;
- Realocação de cargos, conforme definidos pela competência de cada um;
- Diferenciação do desempenho coletivo e do individualismo para não obter conclusões errôneas;
- Diminuição da rotatividade de colaboradores, com o intuito de preservar talentos;
- Reconhecimento dos resultados obtidos através de premiações;
- Realinhamento nos setores com mais dificuldades.
Empresas familiares tendem a relutar contra a governança corporativa, pelo fato da mesma possuir características que podem colocar à tona o desalinhamento da empresa e também por terem a dificuldade de delegar funções, ou seja, ceder poder para pessoas que não estão em seu âmbito familiar. Além disso, a palavra "mudança" soa sempre de uma forma negativa para grande parte dos empreendedores, dificultando ainda mais a renovação dos processos empresariais que a governança corporativa tende a oferecer.
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